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terça-feira, julho 19

O bom ladrão foi para o paraíso?

Jesus e o bom ladrão

Jesus prometeu ao malfeitor um lugar no paraíso. A maioria das traduções traz o verso assim: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). Três fatos devem ser considerados para a correta compreensão da promessa: (1) O ladrão sabia que a recompensa só seria recebida no futuro; por isso, pediu: “Lembra-te de mim quando vieres no Teu reino” (Lucas 23:42). (2) O ladrão não morreu no mesmo dia. Os soldados foram ao Gólgota ao entardecer daquela sexta-feira e quebraram as pernas dos dois ladrões. Isso era feito para evitar que os crucificados fugissem à noite. As de Jesus não foram quebradas, uma vez que já estava morto (João 19:32, 33). (3) Jesus não subiu ao Céu naquele dia. Ao ressuscitar, três dias depois, disse que subia ao Pai.

O verso 43, a partir do original grego seria: “Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso.” A pontuação não era usada na escrita original; foi acrescentada ao texto bíblico séculos depois. Nesse caso, o verso sofreu um erro de tradução. O tradutor entendeu que deveria acrescentar a conjunção “que” antes do advérbio de tempo “hoje” para clarear a sentença. No entanto, considerando a impossibilidade de Jesus estar naquele dia com o ladrão no paraíso, a pontuação correta seria: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso.” Esse ladrão certamente ressuscitará por ocasião da volta de Cristo e então irá para o paraíso.

sábado, novembro 6

Ilimitadas provisões de espírito missionário

E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. Atos 5:14 e 15.

coração missionárioAs últimas palavras de Cristo [a Seus discípulos] foram: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15. E estendendo as mãos sobre eles, em forma de bênção, Ele ascendeu ao Céu, rodeado por grande número de anjos celestiais que tinham vindo acompanhá-Lo em Seu trajeto aos portais de Deus. Seu derradeiro encargo aos discípulos tornou-os agentes pelos quais o Seu evangelho de boas novas devia ir às nações. Esta foi a última vontade e o testamento de Cristo a Seus seguidores que andaram com Ele durante os anos de Seu ministério terrestre, e aos que haviam de crer nEle por meio da palavra deles. Seu primeiro trabalho no Céu estava em harmonia com Sua última ordem na Terra; pois enviou a promessa do Pai sobre eles. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos em oração, e eles, aonde quer que iam, a todos davam testemunho de sua Fonte.

O espírito missionário foi derramado em ilimitadas provisões, e os discípulos deram testemunho de um Salvador crucificado e ressurreto, e convenceram o mundo do pecado, da justiça e do juízo vindouro. Eles fizeram exatamente o que o seu Senhor ressurreto lhes havia ordenado, e começaram a divulgar o evangelho em Jerusalém, o próprio lugar em que existia o mais profundo preconceito e onde prevaleciam as idéias mais confusas a respeito dAquele que fora crucificado como malfeitor. Três mil receberam a mensagem, e se converteram. Eles não se intimidaram com a perseguição, o encarceramento e a morte; mas continuaram a falar as palavras da verdade com toda a intrepidez, expondo aos judeus a obra, a missão e o ministério de Cristo, bem como Sua crucifixão, ressurreição e ascensão; e diariamente pessoas crentes aderiam ao Senhor, tanto homens como mulheres.

Review and Herald, 6 de novembro de 1894.

(Ellen White Books)