Mostrando postagens com marcador Fé que Opera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fé que Opera. Mostrar todas as postagens

domingo, outubro 30

Flores antes do funeral

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Em verdade vos digo que onde quer que for pregado em todo o mundo este evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua. Mateus 26:13.

Há uma festa na casa de Simão. Jesus está lá, e Maria está aos pés de Jesus. Seu coração está se quebrando porque ela está ouvindo Jesus falar sobre ir a Jerusalém, onde homens maus o levarão à morte. Maria ouviu — quando até Seus discípulos recusaram-se a ouvir. E ela não pode suportar a ideia, pois Jesus é seu melhor Amigo.

Ela não gosta do velho costume de levar flores depois que pessoas queridas se vão. Então, você a vê vindo silenciosamente pela da sala onde Jesus está sentado. Ela leva a preciosa dádiva de unguento, e pensa que, se for cuidadosa, ninguém nunca saberá.

E é aí onde seu plano dá errado. Sempre que você abre uma caixa de nardo puro, ele grita. Repentinamente, todos os olhos estão sobre ela, inclusive Simão à cabeça da mesa. Os convidados começam a murmurar enquanto ela derrama o unguento sobre a cabeça e os pés de Jesus.

É aí quando ela descobre que esquecera algo mais, também — ela não tem toalha, nem nada parecido consigo. Naqueles dias, apenas uma mulher de rua deixaria seus longos cabelos soltos, mas Maria não pensa nisto. Ela solta seu cabelo e enxuga o unguento. Imagine-a ali em seu embaraço. Todo mundo está olhando para ela e sussurrando, e lá na outra ponta da mesa Simão está pensando: Se este homem Jesus sabe que tipo de mulher ela é e ainda permite que ela O toque, Ele não deve ser um profeta! Parece estranho que alguém com a história de Simão pudesse ter pensado dessa maneira, mas ele o fez.

"Maria não sabia toda a significação de seu ato de amor. Não podia responder a seus acusadores. Não saberia explicar por que escolhera aquela ocasião para ungir a Jesus. O Espírito Santo planejara por ela, e ela Lhe obedecera às sugestões." — O Desejado de Todas as Nações, p. 560. Cristo explicou a Maria, e para os presentes, o significado de seu ato. "E, ao baixar à treva de Sua grande prova, levou consigo a lembrança desse ato, penhor do amor que Seus remidos Lhe votariam para sempre." — Ibid.

sábado, junho 19

Tristeza pelo coração partido

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Romanos 2:4

Jesus veio para demonstrar para Seus discípulos, e para todos nós, o amor e a misericórdia de nosso Pai celestial. Ele quis mostrar-nos que Deus não nos condena — esta é a obra do inimigo. Ele quis mostrar que Deus está trabalhando constantemente de todas as maneiras possíveis para que muito mais pessoas aceitem Seu amor enquanto Ele tem o direito de poder. Sua bondade nos conduz ao arrependimento, como aconteceu na experiência de Pedro.

Pedro estava perto do fogo e apontaram o dedo em sua direção. Ele disse, "Oh, não. Não, não sou eu. Não sou eu, de jeito nenhum." E disseram, "Sim, é você." Afinal, ele começou a amaldiçoar e jurar e a negar que conhecera Jesus.

Bem no meio de sua maldição e juras, ele olhou para o caminho e viu Jesus olhando para ele. Naquele olhar não havia raiva ou ressentimento ou mágoas. Foi um olhar de piedade, de tristeza. Ao olhar para o rosto de Jesus, uma enxurrada de memórias começou a voltar. Ele se viu no mar quando Jesus lhe chamou para segui-Lo. De novo se viu no meio da discussão sobre as autoridades do Templo e as moedas de impostos, e Jesus foi em sua ajuda e o retirou da turba. Uma vez mais ele se viu ao mar. Jesus está se aproximando e puxando-o para fora das águas agitadas. E novamente, umas poucas horas antes — ele ainda podia ver isso — andando no Jardim com Jesus, e Ele tinha dito, "Pedro, Satanás está determinado a tê-lo, mas orei por você. Orei por você."

E todas essas memórias vieram à tona. Pedro estava paralisado naquele lugar. Repentinamente, enquanto estava lá, ele viu outra mão levantada para esbofetear Jesus, e percebeu que aquela foi como sua mão, e que ele tinha desferido o mais duro golpe no coração de Jesus aquela noite. Cegamente ele afastou-se do fogo e correu para fora do portão do pátio, fora da cidade, além do ribeiro, ao Jardim.

Ali ele tateou no escuro até que encontrou o lugar onde Jesus tinha estado orando. Caiu rosto em terra e desejou morrer. Ele estava realmente arrependido. Tinha ferido o coração de seu melhor Amigo. O arrependimento de Pedro foi real.

terça-feira, junho 8

Releituras: Misericórdia e Justiça para Todos

Trust JesusPor Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9.

Ele narrou também esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume [fertilizá-la, como diríamos hoje]; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás” (Lucas 13:6-9). Deixe-a ainda este ano. Não a corte ainda.

E Ele a cortou depois de mais um ano? O que o “deixe-a ainda este ano” realmente significa? Isso sugere hoje que a misericórdia e paciência de Deus são quase ilimitadas. “Quase” porque sabemos que chega um tempo quando a misericórdia não mais defende e a justiça deve ser feita. Mas Jesus em Sua vida aqui na terra deu considerável evidência de que Deus é extremamente misericordioso.

A combinação da mistura adequada de misericórdia e julgamento é uma das coisas com que os cristãos têm lutado por um longo tempo. Nós tentamos imaginar através de todos os por quês e justificativas de todas as possíveis diferenças entre o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento. Isto às vezes traz dúvida sobre o Antigo Testamento e sua validade. Contudo, existem evidências iguais de julgamento no Novo Testamento. É bastante difícil superar a história de Ananias e Safira com relação a julgamento. Há pontos que nós não podemos entender completamente em ambos os Antigo e Novo Testamentos.

Mas é certeza que o pai de amor não deixará seu filho ferir sua filha sem fazer algo para parar seu filho. Ele não ama sua filha ou seu filho se ele não fizer algo nesse tipo de situação. Nós ouvimos um monte de ângulos em relação à justiça e a misericórdia de Deus, mas há uma grande e bonita verdade que dura até seu dia e até este momento. A paciência de Deus continua. Poupe-os este ano também. Não os corte ainda. Dê-lhes um pouco mais de tempo. De alguma forma, a misericórdia e a paciência de Deus harmonizam-se com Sua justiça e julgamento, e nós temos salvação.

domingo, janeiro 31

Quando Jesus chorou por Satanás

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer. Isaías 53:3.

Depois que o pecado e a rebelião entraram em nosso universo, após ter havido uma peleja no céu, e após Satanás e seus anjos terem sido expulsos, Satanás não estava satisfeito com o que tinha feito. Ele não experimentou nenhuma dor genuína por ter pecado e ferido Alguém que o amou, mas ficou aterrado ao ver os resultados, mesmo daquele ponto, de sua rebelião.

"Satanás treme ao contemplar sua obra. Ele está sozinho, meditando sobre o passado, o presente e o futuro de seus planos. Sua poderosa estrutura vacila como numa tempestade. Um anjo do Céu está passando. Ele o chama e suplica uma entrevista com Cristo. Isto lhe é concedido. Então, relata ao Filho de Deus que está arrependido de sua rebelião e deseja voltar ao favor divino". Agora perceba: "Cristo chorou ante o infortúnio de Satanás mas disse-lhe, como pensamento de Deus, que ele jamais poderia ser recebido no Céu. O Céu não devia ser colocado em perigo." — História da Redenção, p. 26.

Jesus chorou — no início da separação e da dor causadas pelo pecado; como Ele olhasse adiante e visse Adão e Eva forçados a deixar o belo Jardim que Ele havia criado com eles em mente; como Ele visse Caim, incapaz de tolerar a justiça de Abel, acabando violentamente com a vida de seu irmão, e então recusando-se a arrepender-se.

Ele viu a crescente perversidade do mundo, as guerras, os crimes, o ódio, até que todos exceto oito almas fossem exterminadas da terra.

Ele viu aquelas em miséria, em escravidão, as massas que olharam com olhos desejosos por um Libertador, e ainda O rejeitaram quando Ele apareceu entre eles.

Ele viu o Getsêmani, o Calvário. Viu quão poucos aceitariam Seu sacrifício, e quão débil era a fé destes poucos. Chorou por causa da incredulidade, do sofrimento, do medo, da dor. Ele viu mártires sofrendo por Sua causa. Viu aqueles que O negaram para escapar do sofrimento.

Ele entristeceu-se porque Satanás, que Ele ainda amava, não poderia ser salvo. Seu coração foi despedaçado pela dor da separação de um querido, de uma inumerável multidão de queridos, com os quais Ele nunca poderia estar reunido. Quão tremendo comentário sobre o amor de Deus é a declaração "Jesus chorou".

quinta-feira, janeiro 28

Nós nunca morreremos

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? João 11:26

Um certo homem estava doente, um homem de nome Lázaro, de Betânia, a cidade de Maria e sua irmã, Marta. Era aquela Maria que ungiu o Senhor com bálsamo e enxugou Seus pés com seu cabelo, cujo irmão Lázaro estava doente.

O Desejado de Todas as Nações conta-nos que desde seu primeiro encontro, a fé de Lázaro em Cristo era forte; ele tornou-se um dos mais firmes discípulos de Cristo (p. 524). Todos eles — Maria, Marta, e Lázaro — tornaram-se amigos próximos de Jesus, e sempre que Ele vinha a Betânia, Ele ia vê-los. Eles eram unidos em um laço estreito de amizade e amor.

Jesus fez muitas viagens, e Ele estava muito distante da Judéia, onde Betânia está, quando Lázaro ficou doente. Maria e Marta enviaram uma mensagem para Jesus, "está enfermo aquele a quem amas". Certamente porque Jesus os amava tanto, Ele voltaria imediatamente para curar Lázaro. Porém Jesus enviou de volta as palavras, "Esta enfermidade não é para morte". Eles correram para o quarto de Lázaro. "Lázaro, podes ouvir-nos?" "Sim." "Não te preocupes, Lázaro, não morrerás. Jesus assim o disse."

E então ele morreu. Deve ter sido difícil aceitar isto. A pessoa que não se senta aos pés de Jesus invariavelmente finda com raiva de Deus, culpando Deus por permitir todos seus problemas. Mas para quem senta-se aos pés de Jesus, é diferente. E apesar do choque e tristeza que eles deviam estar sentindo, Maria e Marta não vacilaram em sua fé; elas não culparam Jesus pela morte de Lázaro.

Depois de uma desapressada espera de dois dias, Jesus disse a Seus discípulos, "Vamos outra vez para a Judéia. ... Nosso amigo Lázaro adormeceu". Seus discípulos pensaram que Jesus estava falando sobre o repouso do sono, e não puderam entender porque Jesus quis ir despertá-lo. Finalmente Jesus disse claramente, na linguagem que eles estavam familiarizados, "Lázaro morreu. Mas vou para despertá-lo".

Jesus voltou a Betânia e foi encontrado por Maria e Marta. A fé delas tinha permanecido apesar de sua perda. Você sabe o resto da história. A pedra foi removida, e Lázaro foi despertado para a vida. O que nós chamamos de morte é apenas uma separação temporária. Não é eterna. E cada um de nós pode olhar adiante para a grande reunião quando Jesus vier novamente.

quarta-feira, janeiro 27

Jesus ama os fariseus também!

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Quem é semelhante ao Senhor nosso Deus, que tem o seu assento nas alturas! Salmos 113:5

Jesus veio um dia à cidade de Betânia. Lá Ele encontrou o homem que havia levado Maria Madalena ao pecado. Simão — pobre Simão — uma vítima de lepra. Nós o deixaríamos sofrer à margem do caminho. Simão não merecia a cura! No entanto, o mesmo poder que expeliu os demônios de Maria e trouxe Lázaro da morte purificou Simão da lepra. E Jesus curou Simão antes mesmo de ele Lhe aceitar como Messias, como seu Senhor e Salvador, ou como qualquer coisa!

Este milagre criou um problema real para Simão, porque um fariseu, um legalista, que acostumado a ouvir o que ele tem por toda a sua vida, está para subir o muro quando alguém lhe dá algo de graça. Você vê Simão deitado e acordado à noite, você lhe vê fazendo um caminho através de seus carpetes felpudos durante o dia, tentando imaginar o que fazer. Ele não pode suportar — lhe fora dado algo.

Finalmente, ele tem uma brilhante ideia. Ele pagará Jesus! Ele não teve uma chance de ganhar, mas ele O pagará. Assim ele planeja um grandioso banquete em honra de Jesus. Lá, a reação de Jesus à unção de seus pés de Maria deu a Simão razão para justificar sua rejeição a Cristo.

Naquele momento Jesus voltou-se para Simão e disse, "Simão, tenho algo a dizer". E Simão ficou com os músculos do estômago contraídos. Ele ouvira falar sobre este Homem — este Homem que poderia ler os pensamentos das pessoas. Simão endureceu-se. Ele esperara ser humilhado em sua própria casa, em sua própria festa, diante de todos. Ele estara já começando a sentir dor e confusão quando Jesus, de maneira gentil, mansa, simplesmente lhe contou uma história — uma história que apenas Simão poderia compreender, só ele mesmo! Ela calou fundo em seu coração, e pela primeira vez, Simão se viu como realmente era. E ele se viu na presença de Alguém que sabia como ele realmente era, mas que ainda lhe amava, que mostrou amabilidade e ternura em não retirar publicamente a máscara de seu rosto. Seu coração estava quebrado, e ele estava convertido logo ali em seu próprio banquete. Jesus conquistou Simão também!

domingo, janeiro 24

Prescrição Espiritual

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. Romanos 4:5.

Se você quiser produzir maças, a melhor coisa a fazer é encontrar uma maceeira em algum lugar. E se você quiser produzir o tipo correto de fruto na vida cristã, a melhor coisa a fazer é ser um cristão. Porque uma maceeira, lembre-se, gera maças porque ela é uma maceeira, nunca para ser uma maceeira. E um cristão faz o que é correto porque ele é um cristão, nunca para ser um cristão. O problema de muitos jovens hoje é que eles estão tentando fazer o que é correto para ser um cristão.

Então, qual é a real fé que opera? Fé é melhor definida como confiança. A questão é, Como aprendemos a confiar? Aprendemos a confiar em alguém aprendendo a conhecê-lo. E nós geralmente não confiamos em ninguém realmente até que o conheçamos. Deus é aquele que é completamente digno de confiança, mas você nunca acreditará nisso até que você o conheça. Se você conhece Deus, confiará nEle, e confiará nEle espontaneamente. Se você não conhece Deus, desconfiará dEle. Sempre que você vir uma pessoa dando evidência de desconfiança em Deus, ela está anunciando o fato de que ela não conhece Deus.

Quando você realmente captar o sentido do que a cristandade é, perceberá que ela está envolvida em conhecer Jesus. Existem muitos professos cristãos que defrontar-se-ão com isto, e dirão, Não, obrigado; Eu quero uma religião, quero uma cristandade, na qual eu possa fazer algo por mim mesmo. É ego-esvaziante vir a Jesus e dizer, "Senhor, acho que você está certo. Acho que não posso fazê-lo. Gostaria de entregar tudo a você."

Agora, como isso é feito? Aqui é onde nos tornamos primários. Aqui está a prescrição: Tome tempo, sozinho, ao início de cada dia, para buscar Jesus através de Sua Palavra e através de oração. Isto é tudo o que você pode fazer, com a rendição de sua vontade, para ser um cristão. Não há nada mais que você possa para ser um cristão. Se você não o faz, não é um cristão. Tudo o que você é é um bom vivedor. E existem um monte de bons vivedores na igreja que não conhecem Deus, que não se importam nem um pouco com o Senhor Jesus Cristo. Deus convida você a ser mais que simplesmente um bom vivedor. Ele lhe convida a conhecer Sua presença e poder em sua vida hoje, cada dia — isso é cristandade.

sábado, janeiro 23

Uma só coisa é necessária

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10:42.

Um dia Jesus e Seus discípulos vinham de uma longa viagem de Jericó a Betânia. Marta pensou que seria uma boa ideia convidá-los para um jantar, porque todos eles teriam a chance de conhecerem um ao outro melhor. Quando Marta pediu a Jesus que ordenasse Maria a ajudá-la na cozinha, Marta estava inquieta. Ela estava preocupada em dar uma boa impressão a Jesus. Mas Jesus respondeu, "Apenas uma só coisa é necessária...". Esta foi sua declaração sobre a totalidade e essência, o começo, o meio, e o fim — todas as coisas concernentes à vida cristã. Há apenas uma coisa que é necessária na vida cristã, mas é também uma coisa que muitos de nós ainda não tentamos.

"Não posso sentar-me aos pés de Jesus agora. Ele não está na cidade!" Ó, sim; sim, você pode! Por favor, lembre-se de que todas as frases intangíveis que usamos em descrever a vida cristã — "vir a Cristo", "sentar-se aos pés de Jesus", "dar-Lhe seu coração ou sua vontade" — são feitas tangíveis por três coisas que podemos fazer. Como conhecermos um ao outro melhor? Comunicando-se e fazendo coisas juntos. O mesmo é verdade em conhecer Deus — comunicação com Ele ao início de cada dia através do estudo da Bíblia, especialmente nos evangelhos, e aplicá-lo à sua própria vida, suas próprias experiências, suas próprias vontades e necessidades, e então você conversa com Deus sobre o que você tem aprendido. Então, compartilhe com seus amigos o que você tem recebido de seu encontro pessoal com Deus. Contar a eles o que Jesus tem feito por você os fará desejar buscá-Lo por si próprios.

Alguém pergunta, "Não faremos nada mais além de ler a Bíblia e orar?". Claro que faremos! Existe uma abundância de outras coisas que são necessárias — boas obras, obediência, padrões elevados, doutrinas da igreja. Mas todas estas crescerão a partir desta única coisa necessária, sentar-se aos pés de Jesus. É a base de toda experiência cristã. E muitos de nós ainda não percebemos isso; não pensamos que a vida cristã pode ser simples assim. Mas Maria tinha percebido sua necessidade por aquela "boa parte", como Jesus disse, e isso não lhe seria tirado.

sexta-feira, janeiro 22

Sentado aos pés de Jesus

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Reconcilia-te, pois, com ele e tem paz. Jó 22:21.

Jesus expulsou sete demônios de Maria Madalena. Sete vezes Ele trabalhou em favor dela, mas finalmente, um dia, ela aprendeu o segredo da justiça pela fé. Foi a experiência que estar com Ele produz, e Ele deve tê-la ajudado a encontrá-lo. Qual é o segredo? Está em sentar-se aos pés de Jesus, até quando Jesus não está na cidade. Isso é possível? Sim, é. E quando Maria aprendeu isso, ela começou a ficar de joelhos em fortes súplicas, buscando comunhão com o Pai cada dia, crescendo em um relacionamento com Ele. E as coisas começaram a melhorar. Por quê? Porque ao Jesus vir, o pecado é disperso. Não há maneira de tentar erradicá-lo por nós mesmos; nunca funcionará desse jeito. Isso acontece apenas por vir Jesus, pois nossas fraquezas são então superadas por Seu poder. É por isso que Jesus aceita as pessoas como elas são. Apenas Ele pode fazer mudanças. Se nós olharmos para nossos pecados, nos tornaremos mais como eles, mas se contemplarmos Cristo, nos tornaremos como Ele. Maria aprendeu que em vez de deter-se em seus pecados e falhas, ela deveria concentrar-se no amor de Deus.

As coisas ficaram muito melhor para Maria, lá em Madala, onde ela estava vivendo, que ela começou a levantar novas esperanças de voltar para Betânia novamente. Talvez eles lhe aceitassem agora. Seria bom ver Marta e Lázaro de novo. Ela arrumou suas coisas, e voltou para o topo da montanha para Betânia.

Havia uma bonita reunião entre Maria e Marta e Lázaro. Mas as pessoas na cidade eram o mesmo tipo de gente. Alguns diziam, "Bom, Maria está de volta!". Mas a maioria dizia, "Cuidado com Maria!". Como Maria conseguiu que as fofocas não a deixassem para baixo? Como ela conserva sua paz de espírito?

Jesus tinha lhe ensinado o segredo — que comunicação com Deus cada dia lhe daria poder sobre seus problemas e temores. Como ela poderia comunicar-se com Deus mesmo quando Jesus não estava na cidade? Da mesma maneira que podemos hoje em dia, por um significativo tempo devocional de estudo da Bíblia e oração, conversando com Deus e ouvindo-Lhe, e então compartilhar com outros.

quinta-feira, janeiro 21

Aceitação Amorosa

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

E o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. João 6:37.

Nós frequentemente ouvimos a ideia de que a conversão é uma mudança de vida imediata, completa, absoluta, final — que não teremos mais problemas adiante, não mais fraquezas, não mais falhas. E quando os problemas aparecem, então pensamos que não fomos realmente convertidos. Mas lembre disso: a conversão é uma obra sobrenatural do Espírito Santo no coração do homem, produzindo uma mudança de atitude para Deus; em vez de ser contra Ele, agora somos por Ele. A conversão cria na pessoa uma nova capacidade para conhecer e amar Deus — é o ponto de retorno, o início, mas é tudo o que ela é. E nós somos contados de que precisamos ser convertidos todo dia, não apenas uma vez por todas.

A primeira vez que Maria Madalena ouviu Jesus falando, ela não pôde acreditar nas palavras de conforto. Os líderes religiosos aceitaram apenas os bons, morais frequentadores de igreja — não pecadores, prostitutas, ou ladrões! Era mais do que ela poderia agüentar. Com seu coração despedaçado, ela pressionada através da multidão após a porta, e ali no meio, ela abriu seu coração para Jesus e contou-Lhe de seu fardo. Jesus a aceitou. Ele orou por ela com fortes orações, buscando a presença de Seu Pai em favor dela. E Maria foi convertida bem naquele lugar. Sua carga de pecado e culpa a deixou. A conversão, como geralmente acontece, veio quando ela estava desesperada o bastante para desistir de si mesma inteiramente.

Nós gostaríamos de dizer que a história termina ali. Mas a verdade é que Maria falhou, evidentemente logo depois de Jesus deixar a cidade. Ela ficou onde ela estava, a mesma multidão estava ao redor, as mesmas vozes sussurravam para ela no mercado. Quando Jesus não estava na cidade, ela descobriu ser difícil manter a paz que ela havia encontrado em ouvir Suas palavras e de estar com Ele. Mas ela ainda tinha aquela mudança de atitude para Deus, e sua capacidade para conhecê-Lo ainda estava lá dentro. E da próxima vez que Jesus veio à cidade, ela desabafou seus problemas para Ele, e novamente Ele agiu em favor dela. Ele aceitou-a novamente. A Bíblia registra que Jesus expeliu sete demônios dela. Mas Ele sempre a aceitou, como Ele sempre aceita qualquer um que vem a Ele. Foi nessa atitude de aceitação amorosa que o coração de Maria foi quebrado de novo.

quinta-feira, janeiro 7

Dois Tipos de Árvore

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Salmo 1:3.

Na Bíblia, Israel e o povo de Deus são frequentemente comparados a árvores. Isaías 61:3: “A fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória”. Belas árvores, para produzir frutos e folhagens, abrigo e esperança.

As pessoas dos dias de Cristo deram uma grande mostra de piedade. Elas tinham um monte de folhas, muita folhagem. Você se lembra da história da figueira, amaldiçoada por causa de toda a folhagem, mas nenhum fruto. Nos dias de Jesus os judeus deram uma mostra de piedade maior do que aquelas de épocas anteriores. Mas eles eram até “mais destituídos dos doces dons do Espírito de Deus.” — Christ's Object Lessons, p. 215.

Às vezes nós nos confundimos sobre o que o fruto é naquelas árvores. Os estatístico diz que o fruto é x número de almas salvas, que o fruto do cristão é quantas pessoas ele pode contar na sua lista que ele tenha convertido, ou quantas estrelas ele terá em sua coroa. Isso não é o fruto. O fruto do qual Jesus está falando aqui é o fruto do Espírito.

Os doces dons do Espírito — quais são? É-nos dito em Gálatas 5:22 e 23. “Amor, alegria”. Você vê uma pessoa que anda triste — o que significa que ela provavelmente não tem um fruto do Espírito. Um deles está em falta. “Paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. As pessoas dos dias de Cristo tinham muitas folhas, mas poucos dos doces dons.

Ao nos aproximarmos do fim dos tempos, nós descobrimos que a paciência de Deus segue adiante e adiante e adiante até ao tempo de Apocalipse 11:18. Ali encontramos o que é que definitivamente acaba com as coisas neste mundo, que finalmente resulta nas árvores infrutíferas sendo cortadas. Evidentemente a paciência de Deus continuará até que o homem chegue ao ponto de destruir a si mesmo. Irá até esse ponto. Você sabe, se seus olhos estão abertos, que nós temos quase chegado a este ponto. Portanto, o resto dela deve cumprir-se muito em breve.

Enquanto isso, Jesus “não veio para destruir as almas dos homens” (Lucas 9:56). E quando os discípulos disseram, “mandemos descer fogo do céu”, Jesus disse, “Vós não sabeis de que espírito sois. Eu não vim para destruir, mas para salvar”.

quarta-feira, janeiro 6

Misericórdia e Justiça para Todos

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9.

Ele narrou também esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume [fertilizá-la, como diríamos hoje]; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás” (Lucas 13:6-9). Deixe-a ainda este ano. Não a corte ainda.

E Ele a cortou depois de mais um ano? O que o “deixe-a ainda este ano” realmente significa? Isso sugere hoje que a misericórdia e paciência de Deus são quase ilimitadas. “Quase” porque sabemos que chega um tempo quando a misericórdia não mais defende e a justiça deve ser feita. Mas Jesus em Sua vida aqui na terra deu considerável evidência de que Deus é extremamente misericordioso.

A combinação da mistura adequada de misericórdia e julgamento é uma das coisas com que os cristãos têm lutado por um longo tempo. Nós tentamos imaginar através de todos os por quês e justificativas de todas as possíveis diferenças entre o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento. Isto às vezes traz dúvida sobre o Antigo Testamento e sua validade. Contudo, existem evidências iguais de julgamento no Novo Testamento. É bastante difícil superar a história de Ananias e Safira com relação a julgamento. Há pontos que nós não podemos entender completamente em ambos os Antigo e Novo Testamentos.

Mas é certeza que o pai de amor não deixará seu filho ferir sua filha sem fazer algo para parar seu filho. Ele não ama sua filha ou seu filho se ele não fizer algo nesse tipo de situação. Nós ouvimos um monte de ângulos em relação à justiça e a misericórdia de Deus, mas há uma grande e bonita verdade que dura até seu dia e até este momento. A paciência de Deus continua. Poupe-os este ano também. Não os corte ainda. Dê-lhes um pouco mais de tempo. De alguma forma, a misericórdia e a paciência de Deus harmonizam-se com Sua justiça e julgamento, e nós temos salvação.

terça-feira, janeiro 5

A Paciência de Deus

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Lucas 23:34.

Um dia, séculos atrás, Jesus estava em íntima conversa com o Pai. Os anjos observavam. O ar estava pesado com o suspense. Todos estavam se perguntando como o plano original de Deus tinha dado errado depois da entrada do pecado, e estavam se perguntando o que Deus faria para completar o plano.

Depois de um longo tempo, Jesus veio daquela íntima comunhão com Seu Pai, e foi revelado que Ele tinha Se oferecido para morrer no lugar do homem. Deus deu todo o céu, Seu próprio Filho. Ele não poderia ter dado algo mais.

Aqui você vê Deus e Jesus juntos, um em propósito. Eles estão juntos neste grande plano de redenção. O caráter de Deus é melhor revelado por Jesus e como Jesus relatou aos pecadores quando Ele estava nesta terra.

Ele deu aos judeus tempo de misericórdia e tempo novamente. Eles tinham recusado Deus previamente, matando os profetas e apedrejando aqueles que tinham sido enviados para ajudá-los. Finalmente, Deus enviou Seu Filho Jesus em pessoa, como a maior manifestação de Si mesmo. “Dá-lhes outra oportunidade”. Que demonstração de Sua misericórdia!

Se nós tivéssemos estado na cruz, com homens maus zombando de nós, teríamos dito, “Traga as doze legiões de anjos. Traga-as. Lidaremos com estas pessoas”. Mas em vez disso, Jesus pronunciou as palavras de perdão, “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Mesmo depois da cruz, a paciência de Deus não acabou. Depois de a nação ser rejeitada, Ele continuou a pleitear com os indivíduos.

A glória do Shekinah foi removida do Templo, mas Deus enviou primeiro os discípulos para Jerusalém, ao lugar onde Jesus emitira as palavras de condenação, “Sua casa ficará deserta”. Durante todas as jornadas missionárias dos apóstolos, o povo judeu foi incluído ano após ano.

Ao Estêvão ser apedrejado até a morte por uma multidão enfurecida, o Espírito Santo veio sobre ele, e ele orou, “Perdoa-lhes. Não desista deles ainda”.

Não deixe esta história repousar simplesmente com as pessoas nos dias de Cristo. Aplique-a à sua vida, a sua família, aqueles por quem você tem orado. Seu chamado de misericórdia e amor continua hoje — para cada pessoa, a cada coração.

segunda-feira, janeiro 4

Quando Deus Não Poupou

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Romanos 8:32.

Deus não pôde poupar as cidades de Sodoma e Gomorra quando a rebelião alcançou certo ponto. Outra vez que Deus "não poupou" é encontrada em Romanos 11:21. Paulo estava escrevendo para os cristãos em Roma, implorando-lhes que mudassem seus caminhos. Ele lembrou-lhes de que embora eles fossem oliveira brava que tinham sido enxertados na oliveira, Deus tinha quebrado os ramos naturais porque chegaram a um ponto que Ele não poderia poupar toda a nação judaica.

Uma terceira circunstância quando Deus “não poupou” por causa de Sua justiça é descrita em 2 Pedro 2:5: Deus “não poupou o mundo antigo, mas preservou [apenas] a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios”.

A quarta vez que Deus “não poupou” envolve todo o universo — 2 Pedro 2:4: “Deus não poupou anjos quando pecaram”. O pecado surgiu na presença de Deus — a rebelião eclodiu em Sua côrte, liderada por um poderoso anjo. Embora Deus fosse extremamente paciente, Ele finalmente teve de pôr fim à rebelião. Você conhece os resultados daquela peleja no céu. Aqueles anjos que foram expulsos ainda estão em nosso mundo hoje.

Bem, a justiça de Deus parece bastante severa, não é? Ele não poupou uma cidade, uma nação, um mundo, nem mesmo um universo por causa do pecado! Como pode este mesmo Deus encontrar misericórdia o bastante para perdoar um indivíduo pecador?

Há esperança para cada um de nós porque Deus “não poupou” uma vez mais. Romanos 8:32 nos diz que Ele “não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou”.

Se você estudar o sacrifício de Jesus na cruz você descobrirá que esta é a vez mais importante quando Deus “não poupou”. Aqui é demonstrada a compreesão de que Deus deu a Si mesmo. Nada da ideia de Deus suplicando para que Seu Filho fosse, ou Jesus pleiteando com Seu enfurecido Pai para poupar aquelas pessoas! Longe de tais conceitos!

Em vez disso, você vê o Pai e o Filho envolvidos juntos neste grande sacrifício. Jesus era o maior presente que Deus poderia ter-nos dado. Ele não poupou Seu próprio Filho para que Sua justiça pudesse permancecer fiel e Seu amor pudesse igualar-se a ela.

sábado, janeiro 2

O Amor de Deus pelos Pecadores

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

O apóstolo Paulo nos conta que o caráter de Deus tem sido mal entendido e mal interpretado desde o começo do mundo. As pessoas souberam algo a respeito dEle uma vez, mas não O glorificaram como Deus. Como um resultado elas "se tornaram nulas em seus próprios raciocínios, obscurencendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábias, tornaram-se loucas e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" (Romanos 1:21-23).

É possível para nós, em nossas mentes, mudar Deus em algo diferente do que Ele realmente é, mesmo se nós não nos curvamos perante ídolos de madeira e pedra. Se nós não temos o entendimento correto de Seu caráter, então estamos adorando um falso Deus! Nós entendemos que últimos raios de luz misericordiosa, a última mensagem de misericórdia a ser dada ao mundo, é uma revelação de Seu caráter de amor. A menos que conheçamos como Deus realmente é, não estaremos aptos a revelá-Lo para o resto do mundo! Jesus veio para demonstrar ao mundo como o Pai realmente é.

Um dia Jesus e Seus discípulos passaram por um homem cego (João 9:1). Os discípulos perguntaram, "Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?".

A pergunta deles estava baseada no conceito comum de Deus e mal. As pessoas dos dias de Cristo acreditavam que doença e morte eram a punição arbitrária de Deus pelo mal proceder, quer pelo do próprio sofredor ou por seus pais. Por causa disso, a pessoa sofredora tinha fardo adicional de ser considerada um grande pecador.

Jesus corrigiu o erro deles explicando que doença e dor são causadas por Satanás. Mas uma das artimanhas do diabo é projetar seus próprios atributos em Deus, e como um resultado milhões de pessoas através dos séculos têm culpado Deus pelo sofrimento, pela doença, e pela morte.

João 3:16 e 17 nos conta que Deus amou ao mundo a ponto de enviar Seu próprio Filho para redimir-nos. Ele "não enviou Seu Filho para condenar o mundo; mas para que o mundo atravéd dEle fosse salvo". Isso é o evangelho! Essa é a redenção!

sexta-feira, janeiro 1

Como Deus É

Por Morris L. Venden, Faith That Works, 1999, RHPA

Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai. João 14:9

Uma inscrição sobre a lápide de um americano diz: "Aqui jaz Lem S. Frame, que matou 89 índios em sua vida. Ele esperava ter matado 100 até o final do ano, quando dormiu em Jesus em sua casa na Hawk's Ferry". Você acha que isso dá uma verdadeira imagem de Deus ou isso mostra que alguém tenha entendido mal Seu caráter?

A mistura correta do amor e da justiça de Deus têm sido frequentemente debatida. Uma visão do cristianismo O descreve como sendo um Deus que nunca causa dano a ninguém, e no fim leva todos para o céu. O outro extremo vê Deus como se Ele buscasse todas as chances que pode para destruir Suas criaturas.

Esta incompreensão sobre o caráter de Deus tem feito com que algumas pessoas se distanciem da religião. Se muitos têm aceitado o que têm sido ensinados a acreditar sobre Deus, talvez o próprio Deus teria sido infeliz.

Filipe disse, "Mostra-nos o Pai". Jesus respondeu, "Tenho estado contigo todo este tempo, e ainda não me conheces? Se vistes a mim, vistes o Pai!". Jesus veio a um mundo que estava em completo equívoco de Deus, a fim de demonstrar como o Pai é — como Ele sempre tem sido e sempre será.

Você vê um homem vindo para fora de uma grande multidão. Ele tem lepra. Ao vir, as pessoas se afastam. Mas Jesus o convida à Sua presença e o toca. E Ele diz, "Eles consideram que você está sob a maldição de Deus? Eu farei você limpo". Quem estava falando? Este era Deus falando!

Você vê uma mulher sendo arrastada pelo chão até a presença de Jesus. Seus acusadores estão prontos para lançar pedras enormes nela para esmagar seu crânio. Jesus diz, "Eu não te condeno. Vai, e não peque mais". Quem era aquele? Era Deus — Seu amor e justiça perfeitamente misturados.

Você vê um homem pendurado numa cruz. Ele vira sua cabeça e consegue falar algumas palavras, "Senhor, lembre de mim." E Jesus diz, "Lembrarei. Você estará comigo no céu". Quem era esse? Esse é Deus. É Deus — o mesmo ontem, hoje, e sempre.